As pessoas tendem a associar o histrionismo à emotividade excessiva, aos gestos teatrais, às histórias hiperbólicas e à necessidade de ocupar o papel central em qualquer ambiente.
Para além dessas manifestações estereotipadas, o histrionismo pode ser compreen-dido como o modo de funcionamento da consciência no qual a expressividade e a auto-percepção se estruturam a partir do olhar do outro.
Centrado na captação da atenção, na amplificação comunicativa e na influência so-bre o interlocutor, o comportamento histriônico pode se manifestar de maneira espontânea ou deliberada, permeado por diferentes intencionalidades, desde as mais assistenciais até as visivelmente patológicas.
Ao ampliar o foco de pesquisa por meio do paradigma consciencial, extrapolando o universo artístico e os referenciais psiquiátricos, a autora inova ao propor abordagem original para o tema, enfatizando o potencial interassistencial dessa forma de expressão, quando discernida.
Reunindo instrumentos de autodiagnóstico, o livro oferece recursos para o reco-nhecimento da manifestação histriônica, tanto em si quanto nos outros, despertando o leitor para o exercício da autocrítica e para a reciclagem intraconsciencial.
Mais do que compreender o histrionismo, esta obra convida à análise da própria forma de se apresentar, das motivações subjacentes e dos efeitos da expressividade pes-soal no percurso evolutivo.
“Aos profissionais de saúde especificamente, vanguardistas no âmbito da Psiquiatria e da Psicologia, pela amplitude paradigmática das hipóteses, esta obra original poderá descortinar comparativa-mente, neoperspectivas paraterapêuticas”.
(Málu Balona, Prefácio)

